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terça-feira, fevereiro 04, 2020

GRAVEL Zone Brasil / Acessórios - Qual a melhor bolsa de top tube? O que carregar em um pedal mais longo?

UM ACESSÓRIO FUNDAMENTAL PARA PEDAIS DE LONGA DISTÂNCIA

Com um repertório "raiz" de algumas décadas dedicadas ao Mountain Biking, uma das maiores "nutellices" para a gente era ver os novatos com enormes bolsas de selim balançando nas suas bikes. Na verdade qualquer tipo de bolsa na bike que não fosse para viajar, parecia uma heresia aos nossos olhos.
Bolsa de top tube: acessório fundamental -  Imagem: GRAVEL Zone Brasil

Quando fizemos o Caminho de Santiago em 2011, meu amigo Raphão, importador da Topeak na época, me emprestou e convenceu a usar na viagem uma bolsa de top tube da marca, confesso que foi bem útil e mantinha à mão alguns pertences importantes. Começava a ficar claro ali que, sim, a bolsa de top tube era uma necessidade real para longas horas de pedal.

domingo, dezembro 01, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Configuração - Como carregar mais caramanholas no seu quadro?

AUMENTANDO A CAPACIDADE DE CARGA DE SUA BIKE

O problema.

Quem costuma fazer longas distâncias de pedal tem geralmente um problema em comum: a grande maioria das bikes só dispõe de dois pontos de montagem para suportes de caramanhola dentro do triângulo dianteiro do quadro. Muitos fabricantes oferecem ainda um terceiro ponto de montagem na parte de baixo do down tube. Você já experimentou pedalar com uma garrafa nessa posição? Se a resposta é não, já adiantamos que em nossa opinião não vale a pena. Montada do lado de fora do triângulo dianteiro do quadro e numa posição bem baixa, essa eventual terceira caramanhola vai receber todo o pó, barro e outras "cositas" mais colhidas do solo, além de suja, fica numa posição de difícil acesso para o piloto em movimento e pior, dependendo das oscilações do terreno e do tamanho dessa garrafa ela pode até raspar no pneu dianteiro.

Salsa Warbird configurada com 3 suportes de caramanhola - Imagem: GRAVEL Zone Brasil
Há pouco tempo, marcas como as tradicionalíssimas Trek, Kona e a Marin perceberam a necessidade de otimizar os espaços nas suas Gravel Bikes e passaram a oferecer nessa categoria de bicicletas, três pontos de montagem dentro do triângulo dianteiro dos quadros de maior tamanho, uma iniciativa muito positiva que deveria definitivamente ser seguida pelas concorrentes.

terça-feira, outubro 29, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Doc - Como escolher uma bermuda de Ciclismo para longas horas de pedal?

Vale mais a pena investir em um bom selim ou em uma bermuda de qualidade?

Nós que pedalamos Gravel Bikes, temos mais propensão a passar muitas horas sentados no selim, seja treinando, ou mesmo fazendo Bikepacking, o bom e velho Cicloturismo que todos amamos, por isso muitos dos leitores do GRAVEL Zone Brasil vivem o mesmo dilema, aquela eterna busca pelo selim ideal.

Adil Filoso vestindo bermuda Decathlon
Adil Filoso vestindo bermuda Decathlon - Imagem: Arquivo Pessoal

O selim perfeito existe?

 

Já perdemos a conta de quantos selins experimentamos nos últimos tempos, só neste ano foram vários os modelos testados: o Fabric Scoop Sport Gel Radius, Specialized Power e Phenom, Ergon SMC-4 e SM Sport Gel, WTB Volt e WTB Koda, entre outros.

segunda-feira, agosto 26, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Review - Qual o melhor suporte de caramanhola para sua Gravel Bike?

Existe um suporte de caramanhola perfeito para as Gravel Bikes?

Desde os tempos do P29BR, além da eterna busca pelo selim perfeito, algo que sabemos, talvez seja utópico, também nos lançamos à procura do suporte de caramanhola ideal.

O cenário agora é o seguinte. Numa Gravel Bike as vibrações decorrentes das imperfeições do terreno são amplificadas em relação ao que ocorre normalmente quando estamos a bordo de uma Mountain Bike, pelo fato de possuírem pneus de menor diâmetro e porque normalmente não contam com nenhum tipo específico de suspensão, sendo assim, é ainda mais fácil perder caramanholas nessas condições. Um exemplo patente desse tipo de situação pudemos testemunhar in loco na disputa do Dirty Kanza 2019. O cascalho das Flint Hills, onde a prova acontece, é composto por inúmeras pedras soltas de diâmetro considerável, o terreno é acidentado e os pilotos andam forte, essa mescla de circunstâncias criou as condições perfeitas para que algumas dezenas de caramanholas aparecessem caídas pelo caminho, milha após milha de corrida.

O GRAVEL Zone Brasil não teve nenhuma garrafa ejetada durante sua participação no Dirty Kanza 2019, a razão para alcançar tal feito foi porque montamos em nossa bike o suporte de caramanhola Flow Cage da marca Lezyne, um produto surpreendente que cumpriu perfeitamente com as nossas expectativas. Pode-se dizer que por sua capacidade de retenção, 48 gramas de peso e por custar menos de 10 dólares nos EUA, o suporte construído em um material plástico bastante rígido, é quase perfeito para quem quer "gravelizar".

Lezyne Flow Cage - Foto: GRAVEL Zone Brasil

O design do Flow Cage, batizado de X-Grip, é completamente envolvente e com o auxílio de dois batentes superiores, oferece um nível de segurança impar para suas garrafas. O suporte da Lezyne é, na opinião do GRAVEL Zone Brasil, o melhor produto da categoria no mercado, podendo, sem sombra de dúvidas, ser considerado "o suporte de caramanhola ideal para as Gravel Bikes".

quarta-feira, julho 31, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Review - Pneus Gravel WTB Riddler e Resolute

Desempenho equivalente à fama?


Buscando as melhores opções para a disputa do Dirty Kanza 200 2019, no começo deste ano o GRAVEL Zone Brasil resolveu por à prova os dois mais aclamados modelos de pneus da linha Gravel da WTB, o Riddler com largura de 37mm e o Resolute de 42 mm, ambos para rodas 700C.

Foto: Adil Filoso

O WTB Riddler é descrito pela marca como um pneu construído para ser veloz, priorizando igualmente tração e eficiência, principalmente em condições secas. Em termos de desenho, conta com um bloco central de cravos baixos, os quais guardam alguma semelhança com o já mítico Panaracer GravelKing Sk, referência do GRAVEL Zone Brasil no momento de realizar qualquer comparação. Vale ressaltar que no WTB Riddler o número de cravos centrais alinhados varia entre 2, 3 e 4 em cada fila, ao contrário do pneu japonês que apresenta um desenho mais simétrico. Para completar, no Riddler uma linha de cravos de altura intermediária permite uma transição mais suave em direção aos cravos laterais, mais altos e firmes, estes pensados para garantir um bom desempenho em curvas. Seu peso real está na casa dos 470 gramas, apenas 5 gramas a mais que o divulgado no site da marca (https://www.wtb.com/products/riddler700c). Os amantes do Bikepacking contam também com uma versão (muito) mais robusta do Riddler com 45mm de largura.

WTB Riddler - Foto: WTB

Já o WTB Resolute, é um modelo famoso, cheio de fãs na comunidade Gravel mundo afora. Está disponível em versões 700C e 650B, ambas com 42mm de largura. Segundo o fabricante, o Resolute é "o pneu Gravel definitivo, qualquer que seja a condição". Seus cravos mais altos, em comparação aos do Riddler, são consideravelmente espaçados de modo a não acumular lama. Cabe mencionar que seu desenho guarda alguma semelhança como o modelo Nine Line, para Mountain Biking, da mesma WTB. Destacamos que um dos exemplares do Resolute testados pelo GRAVEL Zone Brasil marcou 510 gramas na balança, quase 60 gramas a mais que o peso divulgado pela marca.

WTB Resolute - Foto: WTB

Contrariando uma característica positiva da maioria dos principais pneus de outras grandes marcas de importância no segmento Gravel, os modelos da WTB não contam com uma proteção antifuros especial, o que parece temerário num primeiro momento, entretanto possuem uma carcaça batizada de TCS Light (Tubeless Compatible System) que é garantia de uma montagem tubeless fácil e segura, retendo muito bem o ar e evitando vazamentos, mesmos nas primeiras horas críticas após a conversão.

Em um recente teste comparativo desenvolvido inclusive com base em processos de laboratório padronizados pelo site Gran Fondo Cycling, o WTB Riddler 700x37 foi eleito o melhor pneu entre outros 9 concorrentes, incluindo o WTB Resolute 700x42.

E na prática, valem a pena?


quarta-feira, junho 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Race - Dirty Kanza 200 2019

Montanha russa de emoções em mais de 300Km pelas colinas do Kansas.

No ano passado, após completar meu primeiro Dirty Kanza (https://dirtykanza.com/), a mais famosa e difícil prova Gravel do planeta, já comecei a planejar a corrida de 2019, um indício inconteste de que se trata de um evento viciante. Em 2018 competi nas 100 milhas terminando muito bem a prova, então nada mais natural que agora estivesse inscrito na principal distância, aquela que fez a fama do Dirty Kanza, as 200 milhas.

Foto: Arquivo pessoal

A preparação.


Em julho de 2018 já estava treinando para o DK 200 de 2019. Apesar de não ter um técnico "real" e trabalhar em tempo integral, o maravilhoso Zwift (https://zwift.com/en/) foi meu treinador virtual, me ajudando a mensurar e melhorar minha condição física. Treino em média 5 dias por semana com o smart trainer e o Zwift; no sábado ou domingo me dedico a treinos técnicos de longa distância nas estradas da região onde moro.

Apesar de tentar muito, nunca consegui patrocínio para disputar esse tipo de prova e precisava ganhar experiência em corrida, então não teve jeito, juntei todas as minhas economias e fiz até empréstimo no banco para poder competir. Mesmo vivendo no México e estando relativamente perto dos Estados Unidos, o meu budget me permitiria participar de apenas 2 provas durante toda a temporada 2019. Escolhi a Land Run 100 disputada no estado de Oklahoma em março e obviamente o Dirty Kanza 200 que acontece no início de junho no Kansas. Os dois estados ficam no chamado Meio Oeste Americano e proporcionam desafios semelhantes em termos de relevo, ventos, etc.

Neste ano, meus objetivos primários eram basicamente ser competitivo nas 100 milhas da Land Run e completar as 200 milhas do Dirty Kanza.

Não escrevi um relato sobre a Land Run 100, mas meu desempenho em Oklahoma num dia gelado de março foi fantástico. Numa categoria muito ampla, de 40 a 49, completei a prova na 29ª posição entre mais de 250 ciclistas, terminando na tabela de classificação entre dois profissionais de idades similares à minha, o famosíssimo Jay Petervary, que viria a vencer o DKXL 2019 (350 milhas) e Bob Cummings, chefe da Equipe Panarecer/Factor que já foi pódio no DK200. Estive quase o tempo todo andando na frente do Jay e cruzei a linha de chegada apenas 1 minuto atrás dele, além de outro minuto na frente do Bob.

Land Run 100 2019 - Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo tendo plena consciência que as 200 milhas são um "bicho" completamente diferente, minha performance na Land Run 100 me fez querer mais no Dirty Kanza 200.


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