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segunda-feira, agosto 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Doc - Gravel Bikes: um tratado sobre transmissão

Qual é a melhor para você "graveleiro"?


Quando o assunto é transmissão para Gravel Bikes, há 3 anos o GRAVEL Zone Brasil vem experimentando as mais variadas configurações. Como frequentemente recebemos perguntas relacionadas ao assunto, com tanta experiência prática acumulada, é hora de dividir com você leitor, nossas impressões e considerações.

Independentemente do uso da bike, terreno, relevo e da própria condição física do piloto, antes de começar, vale a pena repassar alguns conceitos que irão ajudar no momento da tomada de decisão em torno de que relação montar em sua Gravel Bike.

Canyon Inflite 8.0 - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Com o advento das transmissões 1X, em inglês "One by", as grandes marcas do segmento começaram uma guerra de Marketing baseada em quem oferece o maior "gear range", algo como amplitude de marchas. Já que esse tipo de transmissão é caracterizada por um pedivela de coroa única, a amplitude é calculada como o número de dentes do maior pinhão do cassette dividido pelo número de dentes do menor. O resultado multiplicado por 100 é o número em questão. No caso do SRAM Eagle para Mountain Bikes, a amplitude de marchas seria calculada como (50/10)*100, ou seja, 500%. A gigante Shimano, para não ficar atrás, lançou o novo XTR com amplitude de 510%. Onde isso vai parar, não sabemos, mas pensando em termos de Gravel Bikes, por exemplo uma transmissão SRAM Force 1 com cassette 10-42 apresentaria uma amplitude de 420%.

No caso das transmissões com coroa dupla, como na maioria dos grupos de Estrada disponíveis no mercado, a amplitude é calculada através da divisão do número de dentes da coroa maior pelo número de dentes da menor, esse valor multiplicado pela amplitude do cassette, conforme mencionamos anteriormente, é o resultado que buscamos. Considerando uma transmissão Shimano Ultegra com pedivela compacto 50-34 e cassette 11-32, a amplitude de marchas seria ((50/34)*(32/11))*100 ou 428% para sermos mais exatos.

No momento de planejar sua nova Gravel Bike, você pode calcular essa amplitude a título de uma primeira comparação entre duas opções de transmissão que cogita montar nela. Basicamente, se você tem uma transmissão 2X e quase não usa o coroa pequena do pedivela, seria uma razão plausível para ao menos experimentar um conjunto 1X.

 Pedivela "Mid-Compact" - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Acontece que a amplitude de marchas não é tudo que você deve saber se pretende ir fundo no tema das transmissões. Depois de decidir por um tipo ou outro, na hora de definir o tamanho mais adequado de coroas e cassette, entram em cena outras variáveis. A nível de comparação entre duas transmissões, você pode também usar a razão entre coroas e cassette (dividindo simplesmente o número de dentes de um pelo outro), ou para ser mais preciso, calcular a distância percorrida no plano em linha reta pela bike a partir de uma revolução completa do pedivela em determinada marcha. Salientamos que esse número também depende da circunferência dos pneus. Para facilitar, recomendamos a calculadora do site BikeCalc ou Bicycle Gear Calculator.

Parece complicado? Pode até ser mesmo, mas a partir de agora o GRAVEL Zone Brasil que unir esses conhecimentos teóricos com nossa experiência prática e apresentar para você as principais opções de conjuntos que efetivamente testamos e estão disponíveis no mercado para equipar sua Gravel Bike.

Salientamos que o intuito aqui não é o de comparar transmissões eletrônicas com as mecânicas. Se você quer precisão extrema e pode pagar o preço, as primeiras são incríveis. Na verdade o objetivo deste artigo é de fato colocar lado a lado várias combinações entre coroas e cassettes, independente da tecnologia presente em sua transmissão.

quarta-feira, julho 31, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Review - Pneus Gravel WTB Riddler e Resolute

Desempenho equivalente à fama?


Buscando as melhores opções para a disputa do Dirty Kanza 200 2019, no começo deste ano o GRAVEL Zone Brasil resolveu por à prova os dois mais aclamados modelos de pneus da linha Gravel da WTB, o Riddler com largura de 37mm e o Resolute de 42 mm, ambos para rodas 700C.

Foto: Adil Filoso

O WTB Riddler é descrito pela marca como um pneu construído para ser veloz, priorizando igualmente tração e eficiência, principalmente em condições secas. Em termos de desenho, conta com um bloco central de cravos baixos, os quais guardam alguma semelhança com o já mítico Panaracer GravelKing Sk, referência do GRAVEL Zone Brasil no momento de realizar qualquer comparação. Vale ressaltar que no WTB Riddler o número de cravos centrais alinhados varia entre 2, 3 e 4 em cada fila, ao contrário do pneu japonês que apresenta um desenho mais simétrico. Para completar, no Riddler uma linha de cravos de altura intermediária permite uma transição mais suave em direção aos cravos laterais, mais altos e firmes, estes pensados para garantir um bom desempenho em curvas. Seu peso real está na casa dos 470 gramas, apenas 5 gramas a mais que o divulgado no site da marca (https://www.wtb.com/products/riddler700c). Os amantes do Bikepacking contam também com uma versão (muito) mais robusta do Riddler com 45mm de largura.

WTB Riddler - Foto: WTB

Já o WTB Resolute, é um modelo famoso, cheio de fãs na comunidade Gravel mundo afora. Está disponível em versões 700C e 650B, ambas com 42mm de largura. Segundo o fabricante, o Resolute é "o pneu Gravel definitivo, qualquer que seja a condição". Seus cravos mais altos, em comparação aos do Riddler, são consideravelmente espaçados de modo a não acumular lama. Cabe mencionar que seu desenho guarda alguma semelhança como o modelo Nine Line, para Mountain Biking, da mesma WTB. Destacamos que um dos exemplares do Resolute testados pelo GRAVEL Zone Brasil marcou 510 gramas na balança, quase 60 gramas a mais que o peso divulgado pela marca.

WTB Resolute - Foto: WTB

Contrariando uma característica positiva da maioria dos principais pneus de outras grandes marcas de importância no segmento Gravel, os modelos da WTB não contam com uma proteção antifuros especial, o que parece temerário num primeiro momento, entretanto possuem uma carcaça batizada de TCS Light (Tubeless Compatible System) que é garantia de uma montagem tubeless fácil e segura, retendo muito bem o ar e evitando vazamentos, mesmos nas primeiras horas críticas após a conversão.

Em um recente teste comparativo desenvolvido inclusive com base em processos de laboratório padronizados pelo site Gran Fondo Cycling, o WTB Riddler 700x37 foi eleito o melhor pneu entre outros 9 concorrentes, incluindo o WTB Resolute 700x42.

E na prática, valem a pena?


quarta-feira, junho 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Race - Dirty Kanza 200 2019

Montanha russa de emoções em mais de 300Km pelas colinas do Kansas.

No ano passado, após completar meu primeiro Dirty Kanza (https://dirtykanza.com/), a mais famosa e difícil prova Gravel do planeta, já comecei a planejar a corrida de 2019, um indício inconteste de que se trata de um evento viciante. Em 2018 competi nas 100 milhas terminando muito bem a prova, então nada mais natural que agora estivesse inscrito na principal distância, aquela que fez a fama do Dirty Kanza, as 200 milhas.

Foto: Arquivo pessoal

A preparação.


Em julho de 2018 já estava treinando para o DK 200 de 2019. Apesar de não ter um técnico "real" e trabalhar em tempo integral, o maravilhoso Zwift (https://zwift.com/en/) foi meu treinador virtual, me ajudando a mensurar e melhorar minha condição física. Treino em média 5 dias por semana com o smart trainer e o Zwift; no sábado ou domingo me dedico a treinos técnicos de longa distância nas estradas da região onde moro.

Apesar de tentar muito, nunca consegui patrocínio para disputar esse tipo de prova e precisava ganhar experiência em corrida, então não teve jeito, juntei todas as minhas economias e fiz até empréstimo no banco para poder competir. Mesmo vivendo no México e estando relativamente perto dos Estados Unidos, o meu budget me permitiria participar de apenas 2 provas durante toda a temporada 2019. Escolhi a Land Run 100 disputada no estado de Oklahoma em março e obviamente o Dirty Kanza 200 que acontece no início de junho no Kansas. Os dois estados ficam no chamado Meio Oeste Americano e proporcionam desafios semelhantes em termos de relevo, ventos, etc.

Neste ano, meus objetivos primários eram basicamente ser competitivo nas 100 milhas da Land Run e completar as 200 milhas do Dirty Kanza.

Não escrevi um relato sobre a Land Run 100, mas meu desempenho em Oklahoma num dia gelado de março foi fantástico. Numa categoria muito ampla, de 40 a 49, completei a prova na 29ª posição entre mais de 250 ciclistas, terminando na tabela de classificação entre dois profissionais de idades similares à minha, o famosíssimo Jay Petervary, que viria a vencer o DKXL 2019 (350 milhas) e Bob Cummings, chefe da Equipe Panarecer/Factor que já foi pódio no DK200. Estive quase o tempo todo andando na frente do Jay e cruzei a linha de chegada apenas 1 minuto atrás dele, além de outro minuto na frente do Bob.

Land Run 100 2019 - Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo tendo plena consciência que as 200 milhas são um "bicho" completamente diferente, minha performance na Land Run 100 me fez querer mais no Dirty Kanza 200.


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