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segunda-feira, fevereiro 24, 2020

GRAVEL Zone Brasil / Bike Hack - Experimentando e desafiando o que dizem (ou não dizem) as grandes marcas de componentes de bicicletas

Câmbio de 10 velocidades com transmissão de 11, pinças de freio de MTB na Gravel bike, correntes de duas diferentes marcas misturadas e mais "sandices" que funcionam perfeitamente.


O GRAVEL Zone Brasil mantém uma bicicleta de testes permanentes que preferimos batizar de Bike Laboratório, ou Bike Lab para os íntimos. Nosso intuito com uma Gravel Bike de laboratório é testar conceitos que a documentação das grandes marcas, como Shimano e SRAM, ignoram ou desaprovam, mas que na prática podem funcionar de maneira excelente. A ideia é sempre usar componentes acessíveis e estender nossa experiência a outros "graveleiros" de modo a facilitar a vida de cada um dos leitores no momento de montar sua bike ou fazer upgrades.


Atualmente nossa Bike Lab é uma Diamondback Haanjo 3, cujo quadro ano 2018 foi adquirido novo no eBay por 300 Dólares (cerca de 1.300 Reais). A Haanjo tem quadro em alumínio e um garfo do mesmo material, mas surpreendentemente leve. A bike é também compatível com rodas 650B (27.5") e suporta pneus até 700x45 ou 27.5x2.1, além de freios do tipo flat mount. De acordo com a fábrica, a opção pelas gancheiras tradicionais em detrimento dos eixos passantes pode gerar uma economia de até 300 Dólares no preço final da bike, raciocínio que transportado ao mercado brasileiro explicaria, por exemplo, o porquê da Audax Ventus 1000 Adventure custar mais que uma Sense Versa. A Diamondback Haanjo 3 é um modelo versátil, com uma geometria mais para o Adventure do que para o Race, ainda assim é rápida e vai bem tanto na terra, quanto na estrada.

segunda-feira, agosto 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Doc - Gravel Bikes: um tratado sobre transmissão

Qual é a melhor para você "graveleiro"?


Quando o assunto é transmissão para Gravel Bikes, há 3 anos o GRAVEL Zone Brasil vem experimentando as mais variadas configurações. Como frequentemente recebemos perguntas relacionadas ao assunto, com tanta experiência prática acumulada, é hora de dividir com você leitor, nossas impressões e considerações.

Independentemente do uso da bike, terreno, relevo e da própria condição física do piloto, antes de começar, vale a pena repassar alguns conceitos que irão ajudar no momento da tomada de decisão em torno de que relação montar em sua Gravel Bike.

Canyon Inflite 8.0 - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Com o advento das transmissões 1X, em inglês "One by", as grandes marcas do segmento começaram uma guerra de Marketing baseada em quem oferece o maior "gear range", algo como amplitude de marchas. Já que esse tipo de transmissão é caracterizada por um pedivela de coroa única, a amplitude é calculada como o número de dentes do maior pinhão do cassette dividido pelo número de dentes do menor. O resultado multiplicado por 100 é o número em questão. No caso do SRAM Eagle para Mountain Bikes, a amplitude de marchas seria calculada como (50/10)*100, ou seja, 500%. A gigante Shimano, para não ficar atrás, lançou o novo XTR com amplitude de 510%. Onde isso vai parar, não sabemos, mas pensando em termos de Gravel Bikes, por exemplo uma transmissão SRAM Force 1 com cassette 10-42 apresentaria uma amplitude de 420%.

No caso das transmissões com coroa dupla, como na maioria dos grupos de Estrada disponíveis no mercado, a amplitude é calculada através da divisão do número de dentes da coroa maior pelo número de dentes da menor, esse valor multiplicado pela amplitude do cassette, conforme mencionamos anteriormente, é o resultado que buscamos. Considerando uma transmissão Shimano Ultegra com pedivela compacto 50-34 e cassette 11-32, a amplitude de marchas seria ((50/34)*(32/11))*100 ou 428% para sermos mais exatos.

No momento de planejar sua nova Gravel Bike, você pode calcular essa amplitude a título de uma primeira comparação entre duas opções de transmissão que cogita montar nela. Basicamente, se você tem uma transmissão 2X e quase não usa o coroa pequena do pedivela, seria uma razão plausível para ao menos experimentar um conjunto 1X.

 Pedivela "Mid-Compact" - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Acontece que a amplitude de marchas não é tudo que você deve saber se pretende ir fundo no tema das transmissões. Depois de decidir por um tipo ou outro, na hora de definir o tamanho mais adequado de coroas e cassette, entram em cena outras variáveis. A nível de comparação entre duas transmissões, você pode também usar a razão entre coroas e cassette (dividindo simplesmente o número de dentes de um pelo outro), ou para ser mais preciso, calcular a distância percorrida no plano em linha reta pela bike a partir de uma revolução completa do pedivela em determinada marcha. Salientamos que esse número também depende da circunferência dos pneus. Para facilitar, recomendamos a calculadora do site BikeCalc ou Bicycle Gear Calculator.

Parece complicado? Pode até ser mesmo, mas a partir de agora o GRAVEL Zone Brasil que unir esses conhecimentos teóricos com nossa experiência prática e apresentar para você as principais opções de conjuntos que efetivamente testamos e estão disponíveis no mercado para equipar sua Gravel Bike.

Salientamos que o intuito aqui não é o de comparar transmissões eletrônicas com as mecânicas. Se você quer precisão extrema e pode pagar o preço, as primeiras são incríveis. Na verdade o objetivo deste artigo é de fato colocar lado a lado várias combinações entre coroas e cassettes, independente da tecnologia presente em sua transmissão.

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