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quarta-feira, julho 31, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Review - Pneus Gravel WTB Riddler e Resolute

Desempenho equivalente à fama?


Buscando as melhores opções para a disputa do Dirty Kanza 200 2019, no começo deste ano o GRAVEL Zone Brasil resolveu por à prova os dois mais aclamados modelos de pneus da linha Gravel da WTB, o Riddler com largura de 37mm e o Resolute de 42 mm, ambos para rodas 700C.

Foto: Adil Filoso

O WTB Riddler é descrito pela marca como um pneu construído para ser veloz, priorizando igualmente tração e eficiência, principalmente em condições secas. Em termos de desenho, conta com um bloco central de cravos baixos, os quais guardam alguma semelhança com o já mítico Panaracer GravelKing Sk, referência do GRAVEL Zone Brasil no momento de realizar qualquer comparação. Vale ressaltar que no WTB Riddler o número de cravos centrais alinhados varia entre 2, 3 e 4 em cada fila, ao contrário do pneu japonês que apresenta um desenho mais simétrico. Para completar, no Riddler uma linha de cravos de altura intermediária permite uma transição mais suave em direção aos cravos laterais, mais altos e firmes, estes pensados para garantir um bom desempenho em curvas. Seu peso real está na casa dos 470 gramas, apenas 5 gramas a mais que o divulgado no site da marca (https://www.wtb.com/products/riddler700c). Os amantes do Bikepacking contam também com uma versão (muito) mais robusta do Riddler com 45mm de largura.

WTB Riddler - Foto: WTB

Já o WTB Resolute, é um modelo famoso, cheio de fãs na comunidade Gravel mundo afora. Está disponível em versões 700C e 650B, ambas com 42mm de largura. Segundo o fabricante, o Resolute é "o pneu Gravel definitivo, qualquer que seja a condição". Seus cravos mais altos, em comparação aos do Riddler, são consideravelmente espaçados de modo a não acumular lama. Cabe mencionar que seu desenho guarda alguma semelhança como o modelo Nine Line, para Mountain Biking, da mesma WTB. Destacamos que um dos exemplares do Resolute testados pelo GRAVEL Zone Brasil marcou 510 gramas na balança, quase 60 gramas a mais que o peso divulgado pela marca.

WTB Resolute - Foto: WTB

Contrariando uma característica positiva da maioria dos principais pneus de outras grandes marcas de importância no segmento Gravel, os modelos da WTB não contam com uma proteção antifuros especial, o que parece temerário num primeiro momento, entretanto possuem uma carcaça batizada de TCS Light (Tubeless Compatible System) que é garantia de uma montagem tubeless fácil e segura, retendo muito bem o ar e evitando vazamentos, mesmos nas primeiras horas críticas após a conversão.

Em um recente teste comparativo desenvolvido inclusive com base em processos de laboratório padronizados pelo site Gran Fondo Cycling, o WTB Riddler 700x37 foi eleito o melhor pneu entre outros 9 concorrentes, incluindo o WTB Resolute 700x42.

E na prática, valem a pena?


quarta-feira, junho 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Race - Dirty Kanza 200 2019

Montanha russa de emoções em mais de 300Km pelas colinas do Kansas.

No ano passado, após completar meu primeiro Dirty Kanza (https://dirtykanza.com/), a mais famosa e difícil prova Gravel do planeta, já comecei a planejar a corrida de 2019, um indício inconteste de que se trata de um evento viciante. Em 2018 competi nas 100 milhas terminando muito bem a prova, então nada mais natural que agora estivesse inscrito na principal distância, aquela que fez a fama do Dirty Kanza, as 200 milhas.

Foto: Arquivo pessoal

A preparação.


Em julho de 2018 já estava treinando para o DK 200 de 2019. Apesar de não ter um técnico "real" e trabalhar em tempo integral, o maravilhoso Zwift (https://zwift.com/en/) foi meu treinador virtual, me ajudando a mensurar e melhorar minha condição física. Treino em média 5 dias por semana com o smart trainer e o Zwift; no sábado ou domingo me dedico a treinos técnicos de longa distância nas estradas da região onde moro.

Apesar de tentar muito, nunca consegui patrocínio para disputar esse tipo de prova e precisava ganhar experiência em corrida, então não teve jeito, juntei todas as minhas economias e fiz até empréstimo no banco para poder competir. Mesmo vivendo no México e estando relativamente perto dos Estados Unidos, o meu budget me permitiria participar de apenas 2 provas durante toda a temporada 2019. Escolhi a Land Run 100 disputada no estado de Oklahoma em março e obviamente o Dirty Kanza 200 que acontece no início de junho no Kansas. Os dois estados ficam no chamado Meio Oeste Americano e proporcionam desafios semelhantes em termos de relevo, ventos, etc.

Neste ano, meus objetivos primários eram basicamente ser competitivo nas 100 milhas da Land Run e completar as 200 milhas do Dirty Kanza.

Não escrevi um relato sobre a Land Run 100, mas meu desempenho em Oklahoma num dia gelado de março foi fantástico. Numa categoria muito ampla, de 40 a 49, completei a prova na 29ª posição entre mais de 250 ciclistas, terminando na tabela de classificação entre dois profissionais de idades similares à minha, o famosíssimo Jay Petervary, que viria a vencer o DKXL 2019 (350 milhas) e Bob Cummings, chefe da Equipe Panarecer/Factor que já foi pódio no DK200. Estive quase o tempo todo andando na frente do Jay e cruzei a linha de chegada apenas 1 minuto atrás dele, além de outro minuto na frente do Bob.

Land Run 100 2019 - Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo tendo plena consciência que as 200 milhas são um "bicho" completamente diferente, minha performance na Land Run 100 me fez querer mais no Dirty Kanza 200.


sábado, junho 23, 2018

GRAVEL Zone Brasil / Race - Ultrapassando limites e vivendo o incomparável Dirty Kanza

A fantástica experiência de competir em alto nível na principal e mais difícil prova Gravel do planeta.

Me reconheço como ciclista desde sempre, já tinha participado de competições de Cross Country, Maratona e Enduro no Mounatin Biking, além de provas de Estrada de longa distância, contudo posso dizer, sem sombra de dúvidas, que nada se compara a tudo o que vivi no estado americano do Kansas nos primeiros dias deste mês de junho durante o famoso Dirty Kanza.



Descobrindo o Universo Gravel.

No meu último vídeo expliquei o que considero uma Gravel Bike (https://www.youtube.com/watch?v=j7WOv9R4CX8), mas faltou contar como elas entraram na minha vida ciclística.

Como leitor voraz de publicações e sites especializados, nos últimos 3 anos as Gravel Bikes entraram no meu radar. Quando estive na edição de 2016 da Interbike, testei no Demo Day o belo modelo Exploro da 3T (http://www.29er.com.br/2016/09/p29br-29er-fair-o-melhor-da-interbike.html), o encontro com essa máquina despertou em mim um interesse especial sobre sua categoria de bicicletas. Voltando da feira, decidi adaptar minha SCOTT Solace de Estrada para uso off-road. Fui ao limite da bike com pneus 700x32 e coloquei ela na terra. Ainda que sem as condições ideais, me apaixonei pela possibilidade de andar muito rápido também longe do asfalto.

Em março de 2017, depois de muita pesquisa, adquiri a Canyon Inflite 8.0, originalmente uma bike de Cyclocross compatível com pneus 700x40. Esse modelo em alumínio pode tranquilamente ser usado também como Gravel Bike e até mesmo Bike de Estrada, além de pesar menos que bikes equivalentes com quadros em fibra de carbono de outras marcas. A partir daí comecei a involuntariamente "esquecer" da minha Mountain Bike de tanto que me empolgava pedalar no estradão pilotando uma máquina equipada com guidão drop.


domingo, março 04, 2018

GRAVEL Zone Brasil / Vídeo - Existe um padrão para definir as Gravel Bikes?

Gravel Bike ou bicicleta de Cyclocross?

Conversando sobre Gravel Bikes

Neste vídeo, Adil Filoso, atleta brasileiro pioneiro na participação em algumas das principais provas Gravel do planeta, explica em detalhes os conceitos utilizados por ele para configurar sua bike para o Dirty Kanza, as diferenças entre uma Gravel Bike de competição e as bicicletas de Cyclocross tradicionais, escolha de pneus, conversão tubeless, pedais, etc.


Tem dúvidas? Deixe seu comentário e o GRAVEL Zone Brasil te responde.

Keep Gravel Riding!




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