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segunda-feira, agosto 26, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Review - Qual o melhor suporte de caramanhola para sua Gravel Bike?

Existe um suporte de caramanhola perfeito para as Gravel Bikes?

Desde os tempos do P29BR, além da eterna busca pelo selim perfeito, algo que sabemos, talvez seja utópico, também nos lançamos à procura do suporte de caramanhola ideal.

O cenário agora é o seguinte. Numa Gravel Bike as vibrações decorrentes das imperfeições do terreno são amplificadas em relação ao que ocorre normalmente quando estamos a bordo de uma Mountain Bike, pelo fato de possuírem pneus de menor diâmetro e porque normalmente não contam com nenhum tipo específico de suspensão, sendo assim, é ainda mais fácil perder caramanholas nessas condições. Um exemplo patente desse tipo de situação pudemos testemunhar in loco na disputa do Dirty Kanza 2019. O cascalho das Flint Hills, onde a prova acontece, é composto por inúmeras pedras soltas de diâmetro considerável, o terreno é acidentado e os pilotos andam forte, essa mescla de circunstâncias criou as condições perfeitas para que algumas dezenas de caramanholas aparecessem caídas pelo caminho, milha após milha de corrida.

O GRAVEL Zone Brasil não teve nenhuma garrafa ejetada durante sua participação no Dirty Kanza 2019, a razão para alcançar tal feito foi porque montamos em nossa bike o suporte de caramanhola Flow Cage da marca Lezyne, um produto surpreendente que cumpriu perfeitamente com as nossas expectativas. Pode-se dizer que por sua capacidade de retenção, 48 gramas de peso e por custar menos de 10 dólares nos EUA, o suporte construído em um material plástico bastante rígido, é quase perfeito para quem quer "gravelizar".

Lezyne Flow Cage - Foto: GRAVEL Zone Brasil

O design do Flow Cage, batizado de X-Grip, é completamente envolvente e com o auxílio de dois batentes superiores, oferece um nível de segurança impar para suas garrafas. O suporte da Lezyne é, na opinião do GRAVEL Zone Brasil, o melhor produto da categoria no mercado, podendo, sem sombra de dúvidas, ser considerado "o suporte de caramanhola ideal para as Gravel Bikes".

segunda-feira, agosto 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Doc - Gravel Bikes: um tratado sobre transmissão

Qual é a melhor para você "graveleiro"?


Quando o assunto é transmissão para Gravel Bikes, há 3 anos o GRAVEL Zone Brasil vem experimentando as mais variadas configurações. Como frequentemente recebemos perguntas relacionadas ao assunto, com tanta experiência prática acumulada, é hora de dividir com você leitor, nossas impressões e considerações.

Independentemente do uso da bike, terreno, relevo e da própria condição física do piloto, antes de começar, vale a pena repassar alguns conceitos que irão ajudar no momento da tomada de decisão em torno de que relação montar em sua Gravel Bike.

Canyon Inflite 8.0 - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Com o advento das transmissões 1X, em inglês "One by", as grandes marcas do segmento começaram uma guerra de Marketing baseada em quem oferece o maior "gear range", algo como amplitude de marchas. Já que esse tipo de transmissão é caracterizada por um pedivela de coroa única, a amplitude é calculada como o número de dentes do maior pinhão do cassette dividido pelo número de dentes do menor. O resultado multiplicado por 100 é o número em questão. No caso do SRAM Eagle para Mountain Bikes, a amplitude de marchas seria calculada como (50/10)*100, ou seja, 500%. A gigante Shimano, para não ficar atrás, lançou o novo XTR com amplitude de 510%. Onde isso vai parar, não sabemos, mas pensando em termos de Gravel Bikes, por exemplo uma transmissão SRAM Force 1 com cassette 10-42 apresentaria uma amplitude de 420%.

No caso das transmissões com coroa dupla, como na maioria dos grupos de Estrada disponíveis no mercado, a amplitude é calculada através da divisão do número de dentes da coroa maior pelo número de dentes da menor, esse valor multiplicado pela amplitude do cassette, conforme mencionamos anteriormente, é o resultado que buscamos. Considerando uma transmissão Shimano Ultegra com pedivela compacto 50-34 e cassette 11-32, a amplitude de marchas seria ((50/34)*(32/11))*100 ou 428% para sermos mais exatos.

No momento de planejar sua nova Gravel Bike, você pode calcular essa amplitude a título de uma primeira comparação entre duas opções de transmissão que cogita montar nela. Basicamente, se você tem uma transmissão 2X e quase não usa o coroa pequena do pedivela, seria uma razão plausível para ao menos experimentar um conjunto 1X.

 Pedivela "Mid-Compact" - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Acontece que a amplitude de marchas não é tudo que você deve saber se pretende ir fundo no tema das transmissões. Depois de decidir por um tipo ou outro, na hora de definir o tamanho mais adequado de coroas e cassette, entram em cena outras variáveis. A nível de comparação entre duas transmissões, você pode também usar a razão entre coroas e cassette (dividindo simplesmente o número de dentes de um pelo outro), ou para ser mais preciso, calcular a distância percorrida no plano em linha reta pela bike a partir de uma revolução completa do pedivela em determinada marcha. Salientamos que esse número também depende da circunferência dos pneus. Para facilitar, recomendamos a calculadora do site BikeCalc ou Bicycle Gear Calculator.

Parece complicado? Pode até ser mesmo, mas a partir de agora o GRAVEL Zone Brasil que unir esses conhecimentos teóricos com nossa experiência prática e apresentar para você as principais opções de conjuntos que efetivamente testamos e estão disponíveis no mercado para equipar sua Gravel Bike.

Salientamos que o intuito aqui não é o de comparar transmissões eletrônicas com as mecânicas. Se você quer precisão extrema e pode pagar o preço, as primeiras são incríveis. Na verdade o objetivo deste artigo é de fato colocar lado a lado várias combinações entre coroas e cassettes, independente da tecnologia presente em sua transmissão.

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