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segunda-feira, maio 25, 2020

GRAVEL Zone Brasil / Rolos de Treinamento - As melhores dicas para você que está começando

MELHORANDO SUA EXPERIÊNCIA NA HORA DE PEDALAR NO ROLO

Com a chegada da pandemia, é enorme o número de ciclistas habituais buscando um rolo de treinamento para não ficar sem pedalar nos longos dias de quarentena. Falando sobre minha experiência pessoal, o rolo inteligente, ou "smart trainer", já é parte importante do meu treinamento há mais de 3 anos, um companheiro de pedal quase que diário, que combinado com a já famosa plataforma virtual chamada Zwift, mudou completamente minha vida de atleta amador. Com os inúmeros planos de treinamento oferecidos, considero que tenho um técnico virtual que me permite crescer como ciclista e, o melhor, mensurar essa evolução, por exemplo, com os testes de FTP (Functional Threshold Power) disponíveis na própria plataforma.


Rolo de Treinamento Configuração
Foto: Paincave Online
Um dos nossos leitores mais fiéis desde os tempos do P29BR, o grande Keke Roseberg da Paraíba, está começando a pedalar no rolo com o Zwift e por suas postagens, percebi que tem algumas dúvidas. Com quase 18 mil quilômetros rodados na plataforma, acumulei também uma experiência que gostaria de compartilhar com ele e você, leitor, então decidi deixar algumas dicas para quem vai pedalar no rolo, seja ele inteligente ou mesmo os modelos tradicionais.

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

GRAVEL Zone Brasil / Bike Hack - Experimentando e desafiando o que dizem (ou não dizem) as grandes marcas de componentes de bicicletas

Câmbio de 10 velocidades com transmissão de 11, pinças de freio de MTB na Gravel bike, correntes de duas diferentes marcas misturadas e mais "sandices" que funcionam perfeitamente.


O GRAVEL Zone Brasil mantém uma bicicleta de testes permanentes que preferimos batizar de Bike Laboratório, ou Bike Lab para os íntimos. Nosso intuito com uma Gravel Bike de laboratório é testar conceitos que a documentação das grandes marcas, como Shimano e SRAM, ignoram ou desaprovam, mas que na prática podem funcionar de maneira excelente. A ideia é sempre usar componentes acessíveis e estender nossa experiência a outros "graveleiros" de modo a facilitar a vida de cada um dos leitores no momento de montar sua bike ou fazer upgrades.


Atualmente nossa Bike Lab é uma Diamondback Haanjo 3, cujo quadro ano 2018 foi adquirido novo no eBay por 300 Dólares (cerca de 1.300 Reais). A Haanjo tem quadro em alumínio e um garfo do mesmo material, mas surpreendentemente leve. A bike é também compatível com rodas 650B (27.5") e suporta pneus até 700x45 ou 27.5x2.1, além de freios do tipo flat mount. De acordo com a fábrica, a opção pelas gancheiras tradicionais em detrimento dos eixos passantes pode gerar uma economia de até 300 Dólares no preço final da bike, raciocínio que transportado ao mercado brasileiro explicaria, por exemplo, o porquê da Audax Ventus 1000 Adventure custar mais que uma Sense Versa. A Diamondback Haanjo 3 é um modelo versátil, com uma geometria mais para o Adventure do que para o Race, ainda assim é rápida e vai bem tanto na terra, quanto na estrada.

terça-feira, fevereiro 04, 2020

GRAVEL Zone Brasil / Acessórios - Qual a melhor bolsa de top tube? O que carregar em um pedal mais longo?

UM ACESSÓRIO FUNDAMENTAL PARA PEDAIS DE LONGA DISTÂNCIA

Com um repertório "raiz" de algumas décadas dedicadas ao Mountain Biking, uma das maiores "nutellices" para a gente era ver os novatos com enormes bolsas de selim balançando nas suas bikes. Na verdade qualquer tipo de bolsa na bike que não fosse para viajar, parecia uma heresia aos nossos olhos.
Bolsa de top tube: acessório fundamental -  Imagem: GRAVEL Zone Brasil

Quando fizemos o Caminho de Santiago em 2011, meu amigo Raphão, importador da Topeak na época, me emprestou e convenceu a usar na viagem uma bolsa de top tube da marca, confesso que foi bem útil e mantinha à mão alguns pertences importantes. Começava a ficar claro ali que, sim, a bolsa de top tube era uma necessidade real para longas horas de pedal.

domingo, dezembro 01, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Configuração - Como carregar mais caramanholas no seu quadro?

AUMENTANDO A CAPACIDADE DE CARGA DE SUA BIKE

O problema.

Quem costuma fazer longas distâncias de pedal tem geralmente um problema em comum: a grande maioria das bikes só dispõe de dois pontos de montagem para suportes de caramanhola dentro do triângulo dianteiro do quadro. Muitos fabricantes oferecem ainda um terceiro ponto de montagem na parte de baixo do down tube. Você já experimentou pedalar com uma garrafa nessa posição? Se a resposta é não, já adiantamos que em nossa opinião não vale a pena. Montada do lado de fora do triângulo dianteiro do quadro e numa posição bem baixa, essa eventual terceira caramanhola vai receber todo o pó, barro e outras "cositas" mais colhidas do solo, além de suja, fica numa posição de difícil acesso para o piloto em movimento e pior, dependendo das oscilações do terreno e do tamanho dessa garrafa ela pode até raspar no pneu dianteiro.

Salsa Warbird configurada com 3 suportes de caramanhola - Imagem: GRAVEL Zone Brasil
Há pouco tempo, marcas como as tradicionalíssimas Trek, Kona e a Marin perceberam a necessidade de otimizar os espaços nas suas Gravel Bikes e passaram a oferecer nessa categoria de bicicletas, três pontos de montagem dentro do triângulo dianteiro dos quadros de maior tamanho, uma iniciativa muito positiva que deveria definitivamente ser seguida pelas concorrentes.

segunda-feira, agosto 12, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Doc - Gravel Bikes: um tratado sobre transmissão

Qual é a melhor para você "graveleiro"?


Quando o assunto é transmissão para Gravel Bikes, há 3 anos o GRAVEL Zone Brasil vem experimentando as mais variadas configurações. Como frequentemente recebemos perguntas relacionadas ao assunto, com tanta experiência prática acumulada, é hora de dividir com você leitor, nossas impressões e considerações.

Independentemente do uso da bike, terreno, relevo e da própria condição física do piloto, antes de começar, vale a pena repassar alguns conceitos que irão ajudar no momento da tomada de decisão em torno de que relação montar em sua Gravel Bike.

Canyon Inflite 8.0 - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Com o advento das transmissões 1X, em inglês "One by", as grandes marcas do segmento começaram uma guerra de Marketing baseada em quem oferece o maior "gear range", algo como amplitude de marchas. Já que esse tipo de transmissão é caracterizada por um pedivela de coroa única, a amplitude é calculada como o número de dentes do maior pinhão do cassette dividido pelo número de dentes do menor. O resultado multiplicado por 100 é o número em questão. No caso do SRAM Eagle para Mountain Bikes, a amplitude de marchas seria calculada como (50/10)*100, ou seja, 500%. A gigante Shimano, para não ficar atrás, lançou o novo XTR com amplitude de 510%. Onde isso vai parar, não sabemos, mas pensando em termos de Gravel Bikes, por exemplo uma transmissão SRAM Force 1 com cassette 10-42 apresentaria uma amplitude de 420%.

No caso das transmissões com coroa dupla, como na maioria dos grupos de Estrada disponíveis no mercado, a amplitude é calculada através da divisão do número de dentes da coroa maior pelo número de dentes da menor, esse valor multiplicado pela amplitude do cassette, conforme mencionamos anteriormente, é o resultado que buscamos. Considerando uma transmissão Shimano Ultegra com pedivela compacto 50-34 e cassette 11-32, a amplitude de marchas seria ((50/34)*(32/11))*100 ou 428% para sermos mais exatos.

No momento de planejar sua nova Gravel Bike, você pode calcular essa amplitude a título de uma primeira comparação entre duas opções de transmissão que cogita montar nela. Basicamente, se você tem uma transmissão 2X e quase não usa o coroa pequena do pedivela, seria uma razão plausível para ao menos experimentar um conjunto 1X.

 Pedivela "Mid-Compact" - Arquivo GRAVEL Zone Brasil

Acontece que a amplitude de marchas não é tudo que você deve saber se pretende ir fundo no tema das transmissões. Depois de decidir por um tipo ou outro, na hora de definir o tamanho mais adequado de coroas e cassette, entram em cena outras variáveis. A nível de comparação entre duas transmissões, você pode também usar a razão entre coroas e cassette (dividindo simplesmente o número de dentes de um pelo outro), ou para ser mais preciso, calcular a distância percorrida no plano em linha reta pela bike a partir de uma revolução completa do pedivela em determinada marcha. Salientamos que esse número também depende da circunferência dos pneus. Para facilitar, recomendamos a calculadora do site BikeCalc ou Bicycle Gear Calculator.

Parece complicado? Pode até ser mesmo, mas a partir de agora o GRAVEL Zone Brasil que unir esses conhecimentos teóricos com nossa experiência prática e apresentar para você as principais opções de conjuntos que efetivamente testamos e estão disponíveis no mercado para equipar sua Gravel Bike.

Salientamos que o intuito aqui não é o de comparar transmissões eletrônicas com as mecânicas. Se você quer precisão extrema e pode pagar o preço, as primeiras são incríveis. Na verdade o objetivo deste artigo é de fato colocar lado a lado várias combinações entre coroas e cassettes, independente da tecnologia presente em sua transmissão.

quarta-feira, julho 31, 2019

GRAVEL Zone Brasil / Review - Pneus Gravel WTB Riddler e Resolute

Desempenho equivalente à fama?


Buscando as melhores opções para a disputa do Dirty Kanza 200 2019, no começo deste ano o GRAVEL Zone Brasil resolveu por à prova os dois mais aclamados modelos de pneus da linha Gravel da WTB, o Riddler com largura de 37mm e o Resolute de 42 mm, ambos para rodas 700C.

Foto: Adil Filoso

O WTB Riddler é descrito pela marca como um pneu construído para ser veloz, priorizando igualmente tração e eficiência, principalmente em condições secas. Em termos de desenho, conta com um bloco central de cravos baixos, os quais guardam alguma semelhança com o já mítico Panaracer GravelKing Sk, referência do GRAVEL Zone Brasil no momento de realizar qualquer comparação. Vale ressaltar que no WTB Riddler o número de cravos centrais alinhados varia entre 2, 3 e 4 em cada fila, ao contrário do pneu japonês que apresenta um desenho mais simétrico. Para completar, no Riddler uma linha de cravos de altura intermediária permite uma transição mais suave em direção aos cravos laterais, mais altos e firmes, estes pensados para garantir um bom desempenho em curvas. Seu peso real está na casa dos 470 gramas, apenas 5 gramas a mais que o divulgado no site da marca (https://www.wtb.com/products/riddler700c). Os amantes do Bikepacking contam também com uma versão (muito) mais robusta do Riddler com 45mm de largura.

WTB Riddler - Foto: WTB

Já o WTB Resolute, é um modelo famoso, cheio de fãs na comunidade Gravel mundo afora. Está disponível em versões 700C e 650B, ambas com 42mm de largura. Segundo o fabricante, o Resolute é "o pneu Gravel definitivo, qualquer que seja a condição". Seus cravos mais altos, em comparação aos do Riddler, são consideravelmente espaçados de modo a não acumular lama. Cabe mencionar que seu desenho guarda alguma semelhança como o modelo Nine Line, para Mountain Biking, da mesma WTB. Destacamos que um dos exemplares do Resolute testados pelo GRAVEL Zone Brasil marcou 510 gramas na balança, quase 60 gramas a mais que o peso divulgado pela marca.

WTB Resolute - Foto: WTB

Contrariando uma característica positiva da maioria dos principais pneus de outras grandes marcas de importância no segmento Gravel, os modelos da WTB não contam com uma proteção antifuros especial, o que parece temerário num primeiro momento, entretanto possuem uma carcaça batizada de TCS Light (Tubeless Compatible System) que é garantia de uma montagem tubeless fácil e segura, retendo muito bem o ar e evitando vazamentos, mesmos nas primeiras horas críticas após a conversão.

Em um recente teste comparativo desenvolvido inclusive com base em processos de laboratório padronizados pelo site Gran Fondo Cycling, o WTB Riddler 700x37 foi eleito o melhor pneu entre outros 9 concorrentes, incluindo o WTB Resolute 700x42.

E na prática, valem a pena?


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